
Junho é o mês da conscientização da saúde mental masculina. Um tema importante e ainda pouco discutido, afinal, a sociedade cria os homens para “serem fortes”, mas o silêncio pode curtar muito caro no final. Nesse artigo você vai entender como o seu plano de saúde pode te ajudar.
O que é o Junho da saúde mental masculina?
O mês de Junho busca um movimento de conscientização sobre a saúde do homem. O objetivo principal é incentivar homens a buscarem ajuda médica e psicológica sem algum tipo de preconceito, já que, culturalmente, homens tendem a ignorar muitos sintomas.
No Brasil, o mês ganhou mais visibilidade agora, com campanhas como saúde mental e prevenção ao suicídio.
Por que os homens falam menos sobre saúde mental?
Antes de qualquer coisa, deve-se a uma questão social e cultural.
Desde criança, a sociedade ensina os homens a suprimirem seus sentimentos e emoções atrás de uma máscara de “homem forte”. Chorar, pedir ajuda ou demonstrar sentimentos como tristeza é visto como falta de masculinidade e fraqueza.
Além do medo de julgamento, existe uma dificuldade na percepção dos sintomas. Depressão e ansiedade, por exemplo, se manifestam de formas diferentes em homens comparados com mulheres. Irritabilidade, abuso de álcool, isolamento e agressividade são sintomas que muitos não reconhecem como tal.
Outro fator importante é a falta de referência. Muitos homens não cresceram com uma figura masculina que fala abertamente sobre saúde mental, agravando ainda mais o silêncio.
Quais são os sinais de alerta?
Os sinais de alerta em homens muitas vezes passam despercebidos porque se manifestam de forma diferente do esperado. Entre os sintomas mais aparentes estão, por exemplo: irritabilidade excessiva, isolamento social, mudança no sono, abuso de álcool ou substâncias, queda de rendimento no trabalho, pensamentos negativos frequentes, mudanças físicas sem causa aparente.
Como o plano de saúde pode te ajudar?
O Rol de Procedimentos da ANS obriga todos os planos registrados no Brasil a cobrir consultas com psicólogo e psiquiatra. As coberturas obrigatórias são:
Consultas com psicólogo, a ANS incluiu a psicoterapia no Rol de Procedimentos, garantindo cobertura obrigatória. Internação psiquiátrica. Em casos de crise aguda, o plano com cobertura hospitalar é obrigado a cobrir a internação em unidade psiquiátrica credenciada. Tratamento de dependência química, coberto pelos planos com cobertura hospitalar, incluindo internação em clínicas especializadas.
Além disso, a ANS não define mais um limite fixo de sessões de psicoterapia por ano, o número acompanha a indicação do profissional de saúde.
Um ponto importante pra destacar: Ter um plano que cobre psicologia não significa ter psicólogos disponíveis perto de você. A rede credenciada varia muito entre operadoras. Planos mais básicos podem ter poucos profissionais credenciados na sua cidade.
Como usar o plano de saúde para cuidar da saúde mental?
Passo 1 – Acesse o aplicativo ou site da operadora. Toda operadora tem um app ou site onde você consegue buscar psicólogos e psiquiatras credenciados na sua cidade.
Depois,
Passo 2 – Peça uma indicação médica. Algumas operadoras exigem um encaminhamento do clínico geral antes de liberar as sessões de psicoterapia. Vale ligar pra central e confirmar.
Em seguida,
Passo 3 – Agende a consulta. Com o profissional escolhido na rede credenciada, agende a consulta pelo app ou diretamente com o consultório.
Passo 4 – Mantenha a continuidade. Saúde mental não se resolve em uma consulta. O tratamento exige regularidade, e o plano cobre essa continuidade.
Conclusão
Junho é o mês de lembrar que cuidar da saúde mental não é fraqueza, é inteligência.
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, o CVV atende 24 horas pelo número 188 ou pelo site cvv.org.br.
E se você ainda não tem um plano de saúde que cobre psicólogo e psiquiatra, me manda uma mensagem. Em menos de 5 minutos a gente encontra a melhor opção pra você.
